O Anankê Completa 25 Anos
Para defender e sustentar um desejo, 25 anos atrás criamos o Anankê, que não por acaso recebeu em batismo este nome. Da mitologia grega o tomamos de empréstimo: Anankê, mãe das Moiras, personificação do inevitável, da necessidade, do destino. Força inexorável à qual deuses e humanos têm de se submeter.
“Eros e Anankê (amor e necessidade) se tornaram também os pais da civilização humana” disse Freud em seu belo texto “O mal estar na civilização”.
Esta força prenhe de desejo fez nascer o Anankê. Eram tempos de mudança, de liberdades, de soltura de amarras. Eram tempos de fazer ouvir a voz daqueles que em sua radical diferença estão sempre a nos lembrar da beleza e do horror de nossa condição humana. Do desamparo, da angústia, do amor, da violência e da paixão. Do pulsar intenso da vida e do silêncio vazio da morte.
Por estes 25 anos esta inexorável força nos habitou e continua habitando e, não sabemos se por necessidade ou desejo seguimos em frente. Pouco importa, há porque separar desejo de necessidade? Eros de Anankê? Escutar e acolher a diferença mais que nunca é primordial nestes tempos de intolerância.
Comemorar 25 anos com esta linda publicação de fotos das tragédias e das cotidianas loucuras encenadas e vividas por todos nós do Anankê, é retomar nossas origens, é ver a beleza e a dramaticidade da trajetória até então percorrida. É agradecer a todos que viajaram conosco e que por força do destino se foram ou seguiram outros caminhos. É agradecer aos que por aqui continuam. É dar boas vindas aos que estão chegando. É tomar fôlego pra prosseguir viagem.
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