Serviços

Centro de Convivência

Apresentação

Como o próprio nome indica este serviço privilegia a convivência cotidiana, constituindo-se em lugar de acolhimento, de reconstituição e afirmação de subjetividades e, em território de apoio para suas manifestações desejantes. Destina-se a pessoas que demandam cuidados intensivos e sistemáticos por viverem situações de intenso sofrimento, que as impedem de articular suas vidas à vida coletiva.

As indicações para o Centro podem ser variadas, a depender da problemática apresentada pelo paciente e do grau de continência de que necessita. Assim, pode-se ter pacientes com indicação de freqüência de segunda a sexta feira em período integral, como também pode-se ter aqueles que são indicados para participar apenas de alguns espaços terapêuticos. Para cada situação e momento existem estratégias e indicações que vão alterando-se de acordo com a evolução do tratamento.

 

Público Alvo

Pacientes com graves distúrbios psíquicos que necessitam de cuidados intensivos.

 

Objetivos

  • Prestar atendimento psiquiátrico e psicoterápico a pacientes com graves distúrbios psíquicos que necessitam de cuidados intensivos e contínuos.
  • Manter o paciente em seu meio sócio-familiar evitando rupturas e isolamentos que redundam na cronificação dos distúrbios.
  • Resgatar a participação dos indivíduos na vida social, afetiva e laborativa.
  • Prestar assistência às famílias levando-as a participar efetivamente do tratamento.

Como Funciona

O Centro de Convivência funciona de segunda a sexta feira de nove às dezessete horas, desenvolvendo rotineiramente uma série de atividades terapêuticas. Há um caminho a ser percorrido pelo paciente e sua família que vai da fase de acolhimento à preparação para a alta. Este percurso, embora não seja linear e comum a todos, representa a estrutura do trabalho clínico.

Esta fase é de fundamental importância para o início, a continuidade e a boa condução dos tratamentos. Trata-se dos primeiros contatos entre a equipe, o paciente e sua família que são marcados pela disponibilidade de escuta, pelo oferecimento de continência para afetos transbordantes e pela busca de estabelecimento de vínculos. Já neste primeiro momento procura-se auxiliar no “gerenciamento” da crise que gerou a demanda de tratamento.

Outro aspecto relevante que norteia estes primeiros encontros é a avaliação clínica preliminar que se decompõe em duas vertentes interligadas:

1 – Análise dinâmica do “adoecer” psíquico e da situação do sujeito no meio em que vive.

2 – Avaliação da situação clínica atual do paciente e dos níveis de continência e cuidados necessários. O encaminhamento imediato para o Centro de Convivência pode ocorrer nesta fase, como forma de facilitar o acolhimento, o estabelecimento de vínculos e a avaliação clínica.

Ao término desta etapa que tem duração de mais ou menos três semanas, a equipe terá condições de delinear um primeiro “projeto terapêutico” para o paciente e sua família, fazendo as indicações e os encaminhamentos necessários.

Aqui discriminada apenas para efeito didático, vez que o acolhimento também é parte do tratamento, esta fase inicia-se pela execução do projeto terapêutico delineado, levando-se em conta as elaborações feitas em supervisão e a discussão com toda a equipe. O paciente é então convidado a participar de um dos grupos de psicoterapia e sua indicação inicial, que em geral, é de freqüência integral é reavaliada.

As famílias, mesmo quando são encaminhadas para terapia familiar fora do Centro, continuam necessitando de escuta e orientação e para isto contam com o apoio de seus terapeutas de referência que marcarão encontros periódicos, e ainda com as consultas médicas regulares em que estabelecem importante interlocução com o médico assistente de seu familiar em tratamento. Podem ser ainda indicadas a participar dos grupos de familiares, nos quais encontram apoio de outros familiares e dos terapeutas coordenadores. Destaca-se que pelo menos uma vez ao mês, os projetos terapêuticos de cada paciente e família são reavaliados.

As manifestações do paciente quanto ao seu desejo de retomar suas atividades fora do centro são consideradas com especial cuidado e, sempre que possível, procura-se oferecer o suporte necessário para que esta retomada inicie-se.

Por tratar-se de uma instituição aberta, caminha-se entre os tênues limites da presença-ausência, continência-abertura. Estes parâmetros norteiam a organização do dia a dia no Centro. As atividades programadas ao longo da semana buscam estabelecer esta modulação. Assim, no início, especialmente na segunda feira, elas têm um caráter mais acolhedor voltando-se paulatinamente para fora ao longo da semana e culminando com as saídas de grupos de pacientes e terapeutas nas tardes de sextas feiras, como forma de preparação para o fim de semana.

Descreve-se a seguir as atividades desenvolvidas rotineiramente no Centro de Convivência e para as quais os pacientes são convidados e estimulados a participar.

Grupo de Encontro – Relatos e compartilhamento das vivências do fim de semana. Acontece nas tardes de segunda feira dando continuidade ao acolhimento iniciado pela manhã.

Jornal Matraca – Publicação periódica produzida e editada a partir do trabalho coletivo de terapeutas e pacientes. As reuniões semanais para produção do jornal acontecem nas terças feiras pela manhã. O “Matraca” é um veículo que pretende representar a voz dos pacientes, contribuindo para a quebra de preconceitos através do diálogo que estabelece sobre o adoecimento psíquico e o convívio com a diferença.

Vivência Criativa – Atividade que explora as diversas possibilidades de expressão incluindo dramatização, produção de vídeos e de espetáculos teatrais. Costuma-se chamar este espaço de “laboratório de criação”, pois nele agencia-se, através de diferentes técnicas e recursos, o potencial criativo de cada um.

Oficina de música – Em que os pacientes experimentam vivências rítmicas e melódicas. Acontece na quarta feira pela manhã, como forma de iniciar o trabalho de preparação para o fim de semana. Destaca-se que este é um espaço bastante produtivo para pacientes mais isolados, com dificuldades de se comunicar e se expressar.

Arterapia – O que se pretende nesta atividade é viabilizar, através de diversos materiais e técnicas, a expressão da subjetividade dos pacientes. Tal expressão tem, por si só, uma função estruturante e organizadora do psiquismo. A atividade é dirigida por um arte terapeuta e conta com a participação de um ou mais terapeutas do Centro.

Atividades Corporais – Direcionadas a trabalhar a expressão corporal para maior integração mente-corpo. A relação do sujeito com o seu próprio corpo e com o corpo do outro está estreitamente vinculada à maneira como este corpo é vivido psiquicamente. Pacientes com graves distúrbios psíquicos, quase sempre, apresentam severas dificuldades neste âmbito. As atividades corporais que são dirigidas por profissionais especializados, contam com a participação de um ou mais terapeutas e têm como principal objetivo ajudar o paciente na reestruturação da sua imagem corporal.

Roda de Leitura – Em que os pacientes apresentam textos de sua autoria ou escolhem outros textos compartilhando-os com os demais. Realiza-se nas manhãs de sexta feira como forma de preparação para o fim de semana que se aproxima. Tem um aspecto lúdico e permite uma interessante troca entre os pacientes.

Passeios – Grupos de pacientes e terapeutas saem nas tardes de sexta feira, para atividades culturais e de lazer nos espaços públicos da cidade. Trata-se de experimentar concretamente as possibilidades de vida para além da Instituição.

Assembléias Mensais – Em que se discutem as regras de convivência, os conflitos e dificuldades surgidas no cotidiano, bem como se apresentam propostas para superá-los. As assembléias têm um caráter terapêutico importante, pois viabilizam a construção de regras coletivas não arbitrárias, que possam ser vividas de forma não terrificante. Participam das assembléias: pacientes, terapeutas, funcionários e diretores da Instituição.

Grupos de Psicoterapia – São espaços privilegiados de fala, escuta e elaboração psíquica. Coordenados por dois terapeutas e contando com a participação de no mínimo cinco e no máximo doze pacientes, estes grupos se reúnem duas vezes por semana. Trocas importantes e vínculos significativos são estabelecidos neste trabalho.

Grupos de Familiares – Reúnem-se uma vez por semana. São formados por familiares dos pacientes e coordenados por dois terapeutas. Têm caráter de auto-ajuda e função terapêutica importante, vez que o estabelecimento de trocas, a circulação de afetos, a vivência de novos vínculos significativos, permitem novas atitudes, novas formas de lidar com o adoecimento psíquico.

Grupos de Medicação – São espaços privilegiados de fala, escuta e elaboração psíquica sobre as medicações e seus efeitos, coordenados por um medico e um psicólogo.

Acompanhamento Familiar – Objetiva a participação da família no tratamento, criando possibilidades de escuta, orientação, análise e reestruturação da dinâmica familiar, de modo que cada membro descubra as saídas possíveis para a situação que traz sofrimento a todos. Este acompanhamento se dá em reuniões periódicas realizadas pelo terapeuta de referência da família e através das consultas regulares com o médico assistente.

Acompanhamento Psiquiátrico – Consultas médicas regulares, realizadas com o paciente e sua família, observação e acompanhamento diário no centro de convivência, utilizando-se de medicações que objetivam reduzir os sintomas e o sofrimento.

Atividades não Estruturadas – No cotidiano do Centro combina-se o conjunto de atividades estruturadas, anteriormente descritas, com espaços livres, onde os pacientes possam, mais do que em qualquer outro momento, escolher o que fazer, mesmo que esta escolha seja “fazer nada”.

A alta é cuidadosamente preparada e e feita processualmente, de modo que o paciente possa viver uma separação saudável, evitando-se as rupturas tão comuns em suas vidas. Na medida em que ele se encontra em estado menos agudo e apresenta alguma condição de retomar sua vida fora da Instituição, sua indicação de freqüência ao Centro e reduzida paulatinamente, até que ele possa se desvincular. Em alguns casos, os pacientes são indicados a retomar os vínculos terapêuticos existentes anteriormente. Em outros podem ser encaminhados para psicoterapia individual ou grupal e acompanhamento psiquiátrico, em nosso ambulatório.

A manutenção da referência institucional e dos vínculos terapêuticos e interpessoais criados é considerada de grande importância.

Existe por parte da equipe do Anankê, uma preocupação com o paciente após sua alta do Centro de Convivência. Há que se cuidar, em alguns casos, da reinclusão do indivíduo nas atividades geradoras de muita angústia. Contatos com as equipes de saúde dos locais de trabalho dos pacientes são fundamentais neste momento para promover sua reinserção no ambiente de trabalho.

A Equipe Terapêutica

É composta por profissionais de diferentes especialidades: psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, artistas, nutricionistas etc. – todos com formação e experiência em saúde mental.

As supervisões, as reuniões clínicas e de estudo de caso são consideradas de igual importância ao trabalho realizado com os pacientes. São nestas ocasiões que se constroem as condições necessárias à elaboração teórico-clínica e à direção e sustentação dos tratamentos.

Serviço de Plantão

Os pacientes e familiares em tratamento no Centro de Convivência contam com um serviço de apoio e atendimento às intercorrências nos finais de semana e feriados.Através de um telefone celular têm acesso ao terapeuta de plantão que, ao receber o chamado toma as providências necessárias.


Ambulatório

Apresentação

O ambulatório de psiquiatria e psicoterapia do Anankê destina-se a pessoas que possuem condições mínimas de sustentação de suas subjetividades, que lhes permitem maior ancoramento na vida familiar e social.

Orienta-se pelos mesmos princípios dos outros serviços oferecidos por esta Instituição: o tratamento como acolhimento da diferença e a disponibilidade de escuta que resulte na elaboração dos conflitos.

 

Público Alvo

Crianças, adolescentes e adultos que apresentam conflitos e distúrbios psíquicos, mas que não necessitam de cuidados intensivos.

 

Objetivos

  • Prestar atendimento psiquiátrico e psicoterápico através de consultas individuais e de trabalho grupal.
  • Viabilizar continuidade no tratamento de pacientes que, tendo passado por outros espaços clínicos da Instituição, não necessitam de tratamento intensivo no momento.
  • Promover articulação entre os demais serviços oferecidos pelo Anankê para que não se perca a organicidade e a unicidade das intervenções clínicas.

Como Funciona

As primeiras consultas que aqui como nas demais unidades são denominadas de acolhimento, são realizadas pela equipe de acolhimento que se reúne semanalmente com a coordenação clínica deste serviço. Nestas reuniões realiza-se avaliação preliminar dos casos acolhidos e indica-se o terapeuta que fará o seguimento psicoterápico.

Alguns pacientes poderão ser indicados a fazer acompanhamento psiquiátrico e psicoterápico individual, enquanto outros poderão realizar apenas um dos dois tipos de acompanhamento. Certos pacientes serão encaminhados para acompanhamento psicoterápico grupal que pode estar associado ou não ao acompanhamento psiquiátrico.

A psicoterapia individual desenvolve-se em sessões semanais com duração de aproximadamente 40 minutos cada. A psicoterapia de grupo, aqui entendida como um dispositivo clínico que promove um leque variado de transferências, de possibilidades de identificação e de trocas sociais, pode ser o recurso terapêutico mais adequado em determinados casos. Os grupos são coordenados por dois terapeutas e têm sessões semanais com duração de uma hora e meia, aproximadamente.

Destaca-se a importância das articulações com os demais serviços oferecidos pelo Anankê e por outras instituições às quais o paciente possa estar ligado, como forma de garantir continuidade e unicidade na direção dos tratamentos.

A Equipe

É formada por psiquiatras e psicólogos com experiência em saúde mental. Os espaços de supervisão e coordenação são essenciais para permitir a elaboração teórico-clínica e as trocas necessárias para a boa condução dos tratamentos.


Acompanhamento Terapêutico

Apresentação

O Acompanhamento Terapêutico é um dispositivo clínico habitualmente utilizado no tratamento de pacientes com graves distúrbios psíquicos. Proporciona a extensão dos cuidados para além dos limites institucionais, outras vezes, é a única forma de tratamento possível para construir as condições necessárias ao engajamento posterior do paciente em uma rede de atendimento.

As indicações para acompanhamento terapêutico estão relacionadas às dificuldades que tanto podem referir-se à impossibilidade de vinculação a um tratamento, como às limitações das famílias em proporcionar os cuidados necessários em situações de crise e risco. Nestas circunstâncias o objetivo principal é evitar internações desnecessárias. A indicação pode ocorrer ainda como medida de apoio ao paciente em suas iniciativas de reintegração social e de autonomia.

 

Público Alvo

  • Pacientes com distúrbios psíquicos severos: psicoses, neuroses graves, depressões graves, risco de suicídio, síndromes do pânico, distúrbios alimentares, quadros limítrofes, demências, dentre outros.
  • Pacientes crônicos que apresentam isolamento e empobrecimento da vida afetiva e social.

 

Objetivos

  • Promover autonomia de pacientes com graves distúrbios psíquicos.
  • Possibilitar maior circulação destes pacientes fora do ambiente institucional e familiar, bem como, novas oportunidades de relacionamentos interpessoais.
  • Viabilizar a inserção de pacientes resistentes ao tratamento em uma rede de atendimento.
  • Oferecer suporte aos “projetos” dos pacientes, auxiliando-os inclusive na descoberta destes projetos.
  • Evitar internações, ou quando estas forem inevitáveis, torná-las mais breves, mais produtivas e menos traumáticas.
  • Intervir nas situações de conflito entre o paciente e sua família em busca de uma resolução pelo diálogo e por ações mais assertivas.

Como Funciona

A intervenção clínica no acompanhamento terapêutico é feita individualmente ou em grupo, em situações emergenciais, durante a crise ou fora dela. Nas crises e emergências a indicação de acompanhamento é individual. A forma de atendimento é intensiva como alternativa à internação. Nas situações em que a internação é inevitável o acompanhamento pode ocorrer dentro da Instituição. Quando o paciente não se encontra em crise o trabalho pode se realizar tanto individualmente quanto em grupo.

A Equipe

A ATA – Acompanhantes Terapêuticos do Anankê – é composta por profissionais de nível superior, em sua maioria psicólogos, com experiência em saúde mental e formação específica em Acompanhamento Terapêutico. Esta formação se dá através de cursos oferecidos pelo Anankê. A equipe é acompanhada sistematicamente através de supervisões e reuniões semanais.


Unidade de Intervenção em Crise

Apresentação

Esta unidade que foi criada em outubro de 2012, após 21 anos de experiência em saúde mental, surgiu como tentativa de quebrar o ciclo das freqüentes, sucessivas e prolongadas internações de nossos pacientes. Necessitava-se criar dispositivos clínicos capazes de acolher e levar a bom termo o episódio agudo, entendendo a crise nao apenas como um mal a ser evitado, mas também como um processo fecundo capaz de engendrar mudanças importantes.

Trata-se essencialmente de intervenções que visam acolher a crise em sua complexidade e oferecer ao paciente os cuidados precisos que ele necessita. Ênfase e dada ao caráter preventivo destas intervenções, que antes de priorizar a urgência, a redução dos sintomas, a readaptação sócio familiar, procura ganhar tempo suficiente para a escuta, o estabelecimento de vínculos e a valorização dos fenômenos anteriores ao episódio atual. É preciso centrar na problemática intrapsíquica e nas relações interpessoais do paciente, sem esquecer que a família também necessita de acolhimento e cuidados. O planejamento e a sustentação dos tratamentos de longo prazo em hospitais dia e ambulatórios, possibilitados pelos vínculos terapêuticos estabelecidos, permitirão a reinsercao sócio-familiar e uma maior estabilidade do paciente.

 

Público Alvo

Pacientes com graves distúrbios psíquicos, que necessitam de grande continência, pois apresentam riscos para si mesmos ou para terceiros.

 

Objetivos

  • Acolher e tratar pacientes em crise, oferecendo possibilidades de escuta e elaboração do sofrimento.
  • Estabelecer vínculos terapêuticos capazes de sustentar o planejamento e o encaminhamento de tratamentos de longo prazo em hospitais dia e ambulatórios.
  • Prestar assistência às famílias levando-as a participar efetivamente do tratamento

Como Funciona

Assim que chegam a Unidade, o paciente e seus familiares são acolhidos por um medico, um psicologo e pela equipe de enfermagem. Feita a avaliação inicial sobre a indicação de internação, processa-se a mesma quando for o caso, oferecendo ao paciente e família, as informações e orientações sobre o funcionamento da Unidade, suas normas e rotinas.

Acolhimento

Nesta primeira fase, o paciente fica no leito de observação, com acompanhamento intensivo. Entretanto, e convidado a participar com os demais, de todas as atividades oferecidas: atividades físicas, oficinas de arte, oficinas de poesia, oficina do corpo e demais atividades rotineiras. Integra também um dos grupos de acolhimento, sendo estimulado a falar da crise que redundou em sua internação. Avaliações psiquiátricas são rotineiras, visando a adequação da medicação, bem como, a evolução do tratamento.

A família e atendida, juntamente com o paciente, uma vez por semana, além de participar do Grupo de Familiares que acontece nos sábados de manha. A duração desta fase depende de cada caso. Leva-se em consideração o estado geral do paciente e, principalmente, os riscos que ele possa oferecer para si e para terceiros.

Tratamento

Aqui discriminada apenas para efeito didático, vez que o acolhimento também é parte do tratamento, esta fase inicia-se pela execução do projeto terapêutico delineado, levando-se em conta as elaborações feitas em reuniões clinicas semanais, que contam com a participação de toda a equipe. Em geral, nesta fase, o paciente já deixou o leito de observação e esta alojado na casa principal.

A participação nas atividades terapêuticas e cada vez mais estimulada, especialmente nos grupos de acolhimento, em que e possível processar a elaboração da crise , bem como, do sentido do tratamento, do projeto terapêutico e da alta.

As reuniões familiares continuam acontecendo, semanalmente, sendo as vezes intensificadas. As dificuldades e os conflitos advindos do convívio diário tem no Grupo Institucional, que acontece nas tardes de sexta feira, amplas possibilidades de escuta e elaboração.

ALTA

A alta é cuidadosamente preparada, com o paciente e sua família. O planejamento dos tratamentos de longo prazo já deve estar concluído e os contatos e encaminhamentos para continuidade do tratamento no pós crise já realizados. Este e um aspecto fundamental, pois o que se pretende a médio e longo prazo e evitar o desencadeamento de novas crises que redundem em novas internações.

A Equipe Terapêutica

É composta por profissionais de diferentes especialidades: psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionista, professor de educação física, todos com formação e experiência em saúde mental.

As supervisões, as reuniões clínicas e de estudo de caso são consideradas de igual importância ao trabalho realizado com os pacientes. São nestas ocasiões que se constroem as condições necessárias à elaboração teórico-clínica que sustenta a direção dos tratamentos.